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31 de mar. de 2013

Santa ingenuidade..., a minha!

Gabriel, aos 3
Diz-se que hoje em dia as crianças são tão espertas que já nascem de olhos abertos. Espertas e maliciosas, diria eu.

Já se foi o tempo em que elas criam em Papai Noel, Saci-Pererê e Boi da Cara Preta. Mesmo que você se julgue um sujeito vivido, experiente e perspicaz, sempre acaba se surpreendendo com os pimpolhos.

O meu filho Gabriel, ora com quatro anos (tinha três quando se saiu com essa), gosta muito de ouvir histórias que eu, com a minha péssima memória, cuido de improvisar relatos novos, adaptar, inventar.


Ele pede para eu contar a do boi, por exemplo, e eu desperto sua fantasia dizendo que o boi comia capim, depois foi comprar bala, o leão pegou as balas, coisa e tal.

Dia destes ele pediu para eu contar uma da sombra (que lhe causa verdadeiro terror), outra do lobo mau, e outra e outra.

Como diz um amigo meu, chegou-se a folhas tantas que Gabriel pediu para eu contar uma da perereca. Em minha santa ingenuidade, comecei:

- Era uma vez (notem como sou criativo nisso) uma perereca que caiu dentro do rio, e blá-blá-blá, ficou no fundo com o pezinho preso no lodo, mas antes que morresse afogada passou um peixe bom e a trouxe até a tona, salvando-a.

Terminada essa linda história da perereca o petiz pensa um pouco, vira-se para mim sério mas com um brilho de ironia no olhar e ordena:

- Pai, agora conta a do c...

Pano rápido!



Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em setembro/2000