Impregnado de infinda maldade, tramavas,/
dar vazão ao teu instinto bestial, doente,/
saías a procurar, disfarçado de gente,/
as que criam em tu que, vil, blefavas./
Mártires da crueldade eis que, parvas,/
mercê da tua sanha, um verme repelente,/
que esganando-as jorravas uma torrente,/
de fel, esgoto, limo, pus e larvas./
Pelas pobres jovens, animal, hás de sentir,/
em lenta agonia, covarde, teu haurir,/
nos grilhões da paga do que aqui se faz!/
E que pouco te sejas o inferno ardente,/
onde irás sem dó, ó mísero demente,/
quedar-te ao inclemente anjo satanás!/
Autor: José Henrique Vaillant